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Poesia a Michele

Ti penso ogni momento Sei l'unico al mondo Un uomo speciale Che porta la tua anima dolce Una persona per bene Rimangono nel tempo le tue belle canzoni Quelli che arrivano nei cuori di tutti Quelli suoi e degli altri che canti a modo suo a pieni polmoni Alzando la tua voce unica e inimitabile Quando commincia a cantare mi fa impazzire Quando suona la chitarra con la velocità della luce è incantevole Quando suona il pianoforte con la tua delicatezza sento un’emozione forte E quando guardo il tuo sorriso aperto e tenero davanti al computer anche mi sento felice Sono parole e musiche che fanno bene al cuore Armonie e melodie uniche, poesie d’amore Amore in tutti i senzi, è la tua parola chiave Vicini o lontani, sempre ti sentiamo Parli con noi lasciando un segno di sensibilità Mi fai viaggiare sempre nel mio lontano pensiero Mi fai volare all'universo senza mai andare al cielo Ti penso oggi e sempre Perchè dentro di te hai un cuore di farfa...

A Modéstia e a Humildade

As pessoas têm um receio enorme em reconhecer as próprias qualidades. Envergonham-se diante da perspectiva de demonstrar suas habilidades, assumir os próprios talentos. É a confusão entre humildade e modéstia. Alguns acham que modéstia é virtude. Culturalmente, aprendem não ser nobre assumir as próprias qualidades. O adequado é ser discreto, negar, não se envolver com elogios. Se alguém questiona sobre o sucesso de algum empreendimento, o ideal é desconversar. Afinal, para ser bem visto, o importante é não chamar a atenção. Mas fazer questão de não ser notado é uma forma sutil de querer ser notado. É se valorizar, se desvalorizando. É chamar a atenção não chamando a atenção. É demonstrar superioridade não assumindo ar de superior. A vaidade cria a modéstia que é a própria auto-estima disfarçada. A não-vaidade é melhor definida com o termo humildade. A verdadeira nobreza consiste em ser humilde. Ser humilde é ser natural. Você nem faz questão de elevar as próprias qualidades, como ta...

Ninguém faz o que faço

De pau, eu fiz o canhão De barro, uma metralhadora, Com cera, uma tesoura, E de gelo, uma navalha... Fiz o pau seco florar De um barreiro uma lagoa. Fiz o rio correr pra cima A terra mudar o clima E os astros mudarem o ar... Um dia cheguei à beira mar Quando a maré se achava furiosa: Dei um grito na onda Podendo fazê-la voltar Com medo de recuar Depois eu tentei ouvir o ar E transportei-me no rebumbo de um trovão Visitei toda aquela região Com três dias voltei de lá... Mas você não faz o que eu faço Pois comigo canta o carão. José Alves Gaião

Ilusões da Vida

O orgulho povoa a vida de tantos Que nesta terra miserável Só pensam nas vaidades e encantos, E se esquecem de ser amáveis... Com indecisão o amor, E nem percebem que o tempo é fugaz Como é fugaz o calor! Olhai as aves no céu, As abelhas nos favos de mel E a sua vida, por favor, Não deixe que a vaidade Destrua com o temor A sua simplicidade!... Lembre-se que nascemos Para viver uma missão, Mas brevemente morreremos, E o que será do nosso coração? No calor da terra fria e do lado Ninguém abrirá a cova para ver O nosso podre corpo Se desintegrando, como alimento básico Das malígnas bactérias do anoitecer E então...Por que tanto orgulho, Se é bem mais fácil na simplicidade viver? José André Filho

Deixa a água correr

Deixa a água correr pra banhar a galera Deixa o corpo mexer em plena primavera É carnaval fora de época agora Tanta folia e diversão fora de hora E quando chega o trio o público se agita Se a banda toca, todo mundo canta e grita Deixa o povo pular até o sol raiar Deixa o povo cantar quando o dia clarear É nessa hora que surgem grandes amores Despertando seus momentos de prazeres Uma invasão de homens e mulheres Num oba-oba que contagia os lugares Deixa o vento bater bem na nossa cara Deixa a chuva cair pra lavar a alma Coloque a máscara junto com a fantasia E só termina na quarta feira de cinzas Não importa a raça e nem qualquer idade É uma festa que une todas as cidades.

Despedida Sem Adeus

Não consigo falar de despedida, Porque dói só pensar que vais embora. Quando fores partir não diga a hora Para que não machuque a minha vida. Quando for no momento da partida Não precisa dizer: Eu vou agora! É minh`alma sofrida quem te implora E não magoe uma alma já sofrida! Mas se um dia voltares meu amor,   Diga a hora, o minuto... por favor, Que irei revestido de emoções Reviver nossos beijos, nossas ânsias... E nunca mais o tormento das distâncias Será fel para nossos corações! Oliveira de Panelas Fonte: http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2015/04/poesia-despedida-sem-adeus-um-soneto-de.html

Solidão de Espírito

No ar dilacerante grito da revolta Das árvores estraçalhadas e dos rios envenenados Até a cachoeira secular está morta A águia, o Mico-Leão Dourado...tudo acabado... Em nome do progresso fizeram (e fazem) tudo isto Um progresso árido...Cadê pela natureza o respeito? O holocausto de fauna e da flora está visto E voltar atrás já está ficando tarde, quase sem jeito. Então, pelo amor de Deus, parem as máquinas, Os machados, enfim, as serras elétricas! E reflitam sobre estas cenas tétricas... Sem esses animais, sem essa Natureza... O homem, o pobre e miserável homem, Também perece numa solidão de espírito, que o consome. José André Filho