sábado, 11 de março de 2017

Ilusões da Vida

O orgulho povoa a vida de tantos
Que nesta terra miserável
Só pensam nas vaidades e encantos,
E se esquecem de ser amáveis...
Com indecisão o amor,
E nem percebem que o tempo é fugaz
Como é fugaz o calor!

Olhai as aves no céu,
As abelhas nos favos de mel
E a sua vida, por favor,
Não deixe que a vaidade
Destrua com o temor
A sua simplicidade!...

Lembre-se que nascemos
Para viver uma missão,
Mas brevemente morreremos,
E o que será do nosso coração?
No calor da terra fria e do lado
Ninguém abrirá a cova para ver
O nosso podre corpo
Se desintegrando, como alimento básico
Das malígnas bactérias do anoitecer
E então...Por que tanto orgulho,
Se é bem mais fácil na simplicidade viver?

José André Filho

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Deixa a água correr

Deixa a água correr pra banhar a galera
Deixa o corpo mexer em plena primavera

É carnaval fora de época agora
Tanta folia e diversão fora de hora
E quando chega o trio o público se agita
Se a banda toca, todo mundo canta e grita

Deixa o povo pular até o sol raiar
Deixa o povo cantar quando o dia clarear

É nessa hora que surgem grandes amores
Despertando seus momentos de prazeres
Uma invasão de homens e mulheres
Num oba-oba que contagia os lugares

domingo, 23 de outubro de 2016

Despedida Sem Adeus

Não consigo falar de despedida,
Porque dói só pensar que vais embora.
Quando fores partir não diga a hora
Para que não machuque a minha vida.

Quando for no momento da partida
Não precisa dizer: Eu vou agora!
É minh`alma sofrida quem te implora
E não magoe uma alma já sofrida!

Mas se um dia voltares meu amor, 
Diga a hora, o minuto... por favor,
Que irei revestido de emoções

Reviver nossos beijos, nossas ânsias...
E nunca mais o tormento das distâncias
Será fel para nossos corações!

Oliveira de Panelas

Fonte: http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2015/04/poesia-despedida-sem-adeus-um-soneto-de.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Solidão de Espírito

No ar dilacerante grito da revolta
Das árvores estraçalhadas e dos rios envenenados
Até a cachoeira secular está morta
A águia, o Mico-Leão Dourado...tudo acabado...

Em nome do progresso fizeram (e fazem) tudo isto
Um progresso árido...Cadê pela natureza o respeito?
O holocausto de fauna e da flora está visto
E voltar atrás já está ficando tarde, quase sem jeito.

Então, pelo amor de Deus, parem as máquinas,
Os machados, enfim, as serras elétricas!
E reflitam sobre estas cenas tétricas...
Sem esses animais, sem essa Natureza...
O homem, o pobre e miserável homem,
Também perece numa solidão de espírito, que o consome.

José André Filho

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Santo Antônio, São João, São Pedro

Nos três santos populares
Eu vou saltar a fogueira,
Despertos certos olhares,
Pra verem a minha braseira.
Diz-me pois ó meu santinho
Arranjas-me um namorado?
Vou dar-te um recadinho
Seja ele bem delicado…
S. Antonio de ti espero
Um marido prazenteiro,
Um moço novo eu quero,
Pra lhe tocar o pandeiro.
A S. João vou pedir
Um bonito cordeirinho,
Com ele eu possa seguir
Levando na mão o arquinho.
S.Pedro por ser o último
A sua chave lhe vou pedir:
Espero que não dificulto
Se eu pró céu poder ir.
Abençoados santinhos
Nestas Festas Juninas,
Recebem os recadinhos
Destas ditosas meninas…
Suzette Duarte
Fonte: http://atividadesparaprofessores.com.br/poesias-de-festa-junina/