sábado, 18 de fevereiro de 2017

Deixa a água correr

Deixa a água correr pra banhar a galera
Deixa o corpo mexer em plena primavera

É carnaval fora de época agora
Tanta folia e diversão fora de hora
E quando chega o trio o público se agita
Se a banda toca, todo mundo canta e grita

Deixa o povo pular até o sol raiar
Deixa o povo cantar quando o dia clarear

É nessa hora que surgem grandes amores
Despertando seus momentos de prazeres
Uma invasão de homens e mulheres
Num oba-oba que contagia os lugares

domingo, 23 de outubro de 2016

Despedida Sem Adeus

Não consigo falar de despedida,
Porque dói só pensar que vais embora.
Quando fores partir não diga a hora
Para que não machuque a minha vida.

Quando for no momento da partida
Não precisa dizer: Eu vou agora!
É minh`alma sofrida quem te implora
E não magoe uma alma já sofrida!

Mas se um dia voltares meu amor, 
Diga a hora, o minuto... por favor,
Que irei revestido de emoções

Reviver nossos beijos, nossas ânsias...
E nunca mais o tormento das distâncias
Será fel para nossos corações!

Oliveira de Panelas

Fonte: http://cantigasecantos.blogspot.com.br/2015/04/poesia-despedida-sem-adeus-um-soneto-de.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Solidão de Espírito

No ar dilacerante grito da revolta
Das árvores estraçalhadas e dos rios envenenados
Até a cachoeira secular está morta
A águia, o Mico-Leão Dourado...tudo acabado...

Em nome do progresso fizeram (e fazem) tudo isto
Um progresso árido...Cadê pela natureza o respeito?
O holocausto de fauna e da flora está visto
E voltar atrás já está ficando tarde, quase sem jeito.

Então, pelo amor de Deus, parem as máquinas,
Os machados, enfim, as serras elétricas!
E reflitam sobre estas cenas tétricas...
Sem esses animais, sem essa Natureza...
O homem, o pobre e miserável homem,
Também perece numa solidão de espírito, que o consome.

José André Filho

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Santo Antônio, São João, São Pedro

Nos três santos populares
Eu vou saltar a fogueira,
Despertos certos olhares,
Pra verem a minha braseira.
Diz-me pois ó meu santinho
Arranjas-me um namorado?
Vou dar-te um recadinho
Seja ele bem delicado…
S. Antonio de ti espero
Um marido prazenteiro,
Um moço novo eu quero,
Pra lhe tocar o pandeiro.
A S. João vou pedir
Um bonito cordeirinho,
Com ele eu possa seguir
Levando na mão o arquinho.
S.Pedro por ser o último
A sua chave lhe vou pedir:
Espero que não dificulto
Se eu pró céu poder ir.
Abençoados santinhos
Nestas Festas Juninas,
Recebem os recadinhos
Destas ditosas meninas…
Suzette Duarte
Fonte: http://atividadesparaprofessores.com.br/poesias-de-festa-junina/

domingo, 27 de março de 2016

Quando ele sorria

Quando ele sorria
Transmitia felicidade
Para ele mesmo
E para os outros
Esse era o motivo
E a satisfação que encontrava
Era o prazer que sentia

Quando ele sorria
Era como se as flores se abrissem
Em plena primavera
Ou se as estrelas se iluminassem
No universo inifnito
Como um ator que seduzia

Quando ele sorria
Trazia uma luz
Que como um sol escaldante
Queimava e reluzia
Pois ele era a própria estrela
A mais brilhante
No céu negro da noite
E eu aqui pensando
Naquele sorriso inquietante.

Outra poesia dedicada ao camaleão David Bowie. O sorriso marcante dele sempre me vêm à cabeça, seja em vídeos ou em fotos. Nunca tive a sorte de ver de perto um show dele aqui no Brasil, é uma das minhas grandes frustações. Mas não me queixo porque a música dele me marcou de alguma maneira durante a minha vida e isso me conforta. Mesmo mais conformada, a saudade continua, e por isso não me canso de relembrar ou descobrir coisas novas sobre ele pela internet e pelos livros. É como se nunca tivesse partido.