segunda-feira, 13 de junho de 2016

Santo Antônio, São João, São Pedro

Nos três santos populares
Eu vou saltar a fogueira,
Despertos certos olhares,
Pra verem a minha braseira.
Diz-me pois ó meu santinho
Arranjas-me um namorado?
Vou dar-te um recadinho
Seja ele bem delicado…
S. Antonio de ti espero
Um marido prazenteiro,
Um moço novo eu quero,
Pra lhe tocar o pandeiro.
A S. João vou pedir
Um bonito cordeirinho,
Com ele eu possa seguir
Levando na mão o arquinho.
S.Pedro por ser o último
A sua chave lhe vou pedir:
Espero que não dificulto
Se eu pró céu poder ir.
Abençoados santinhos
Nestas Festas Juninas,
Recebem os recadinhos
Destas ditosas meninas…
Suzette Duarte
Fonte: http://atividadesparaprofessores.com.br/poesias-de-festa-junina/

domingo, 27 de março de 2016

Quando ele sorria

Quando ele sorria
Transmitia felicidade
Para ele mesmo
E para os outros
Esse era o motivo
E a satisfação que encontrava
Era o prazer que sentia

Quando ele sorria
Era como se as flores se abrissem
Em plena primavera
Ou se as estrelas se iluminassem
No universo inifnito
Como um ator que seduzia

Quando ele sorria
Trazia uma luz
Que como um sol escaldante
Queimava e reluzia
Pois ele era a própria estrela
A mais brilhante
No céu negro da noite
E eu aqui pensando
Naquele sorriso inquietante.

Outra poesia dedicada ao camaleão David Bowie. O sorriso marcante dele sempre me vêm à cabeça, seja em vídeos ou em fotos. Nunca tive a sorte de ver de perto um show dele aqui no Brasil, é uma das minhas grandes frustações. Mas não me queixo porque a música dele me marcou de alguma maneira durante a minha vida e isso me conforta. Mesmo mais conformada, a saudade continua, e por isso não me canso de relembrar ou descobrir coisas novas sobre ele pela internet e pelos livros. É como se nunca tivesse partido.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Querido Estranho

Querido estranho
De cabelos coloridos
Curtos ou compridos
De diferentes pupilas
Acidente de uma briga
Mas o fascínio é que fica
Com seu poder de seduzir
De brincar ou sorrir
Simplesmente divertir
O público presente
Com seu jeito atraente
Vaidoso e diferente
Suas canções emocionantes
E atuações convincentes
O transformaram num gigante
Uma estrela cintilante
Um cometa cadente
Ou um sol reluzente
Que de tão brilhante
Irradiava a todos em sua volta.

Querido estranho
De muitas faces
De muitos estilos
De muita elegância
De muita sabedoria
De muito carisma
Uma lenda que parecia imortal
Foi levado pelas mãos de Deus
Mas sua vida virou arte
Por isso será eterno
Saiu da vida para entrar na história.

Dedicada à David Bowie, que mesmo não sendo uma fã fervorosa, reconhecia o talento, a genialidade e o jeito camaleônico de ser. Me impressionava o fato de além de ter uma bela voz e a capacidade de tocar diversos instrumentos, trazia elegância, carisma e um sorriso que me contagiava e que por isso sempre ganhava o meu respeito, como artista e como ser humano. 

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Natal do Senhor

O natal
É um tempo
De muitas
Confraternizações,
Festas,
Troca de presentes,
Cartões e mensagens.
Mas as pessoas
Não devem esquecer
Que é momento
Da preparação
Para celebrar
O nascimento de Jesus.
Através da novena
De Natal,
Reflete-se sobre
A grandeza desse tempo
E de sua relação
Com os tempos
Atuais.
A família
Ainda é a instituição
Mais importante
Da sociedade.
Mas a mídia tenta
Inverter os valores
De uma boa
Convivência familiar
Entre casais,
Filhos e irmãos.
Atualmente, além
Da mídia,
Existem as redes
Sociais que têm
Seu lado sombrio
E destruidor de lares.
Na novena desse ano
A família tem lugar central.
Jesus aparece
Ao lado de seus pais,
Familiares e amigos.
Assim deve ser
O Natal de todos
Os cristãos que acreditam
Na magia do Natal.
Mas não somente nessa
Época, durante todo
O ano as pessoas
Devem viver
Em harmonia
Com os familiares
E com o próximo.
Sirlene Aliane
Link: http://www.mundojovem.com.br/poesias-poemas/natal/natal-do-senhor

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Encontro de Poetas

Como as águas do mar
Que são acariciadas pelas ondas...
E retornam para alto mar
Um dia se encontram mesmo em outro continente.

Como as pessoas dos morros
Que são espancadas pelos martelos
E vão para os depósitos
Um dia se encontram na mesma construção.

Como as águas que passam por debaixo da ponte
Que são sugadas pelas bombas
E vão para as caixas d' águas
Um dia se encontram nas nuvens.

Como os poetas
Que são os pensadores não entendidos
E vão, e são criticados pelos..."ENTENDIDOS"
Um dia se encontram como "você e eu".

Jânio Morais