Pular para o conteúdo principal

Levada Pelo Mar

Ela tinha sonhos, tinha esperanças
De realizar todos os desejos que sempre quis
Tinha uma família que a admirava
E a amava a natureza, nunca deixou de ser feliz

De repente tudo mudou
Uma avalanche aconteceu
O que ficou foi a terra e a lama
Porque a montanha se desmoronou

E foi levada pelo mar
Desapareceu no ar
Seus amigos vão lembrar
Com muito carinho
Do sorriso e o olhar

Ela dedicava, sempre estudava
Mas a música era a sua grande paixão
Em inglês cantava e conquistava
A todos com sua bela voz e o som do violão

Mas então veio aquela chuva
E a tristeza em pleno reveillón
A pousada ficou na lembrança
E o brilho dessa luz se apagou

Escrita em homenagem a uma das vítimas da enchente em Angra dos Reis, RJ (Janeiro/2011)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Meus Versos

Meus versos são o escuro, Iguais o livro de um muro, São ilusões de um futuro Que a gente vive a sonhar;  Imitar padres n'aldeia Embalados na colcheia Das cantinas do mar. Meus versos são uma Ermida Que o povo fê-la esquecida; São como a terra ebulida No desprender do normaço, Flores sem nenhum perfume, Amor que não tem ciúme, Ou como o brando queirume Se desfazendo no espaço. Meus versos são caracóis Calcimados pelos sóis, Ou como alguns rouxinóis Vagando errantes sem ninho, São uivados de raposa, Tristes como mariposas, Irmãos gêmeos da esposa, Que não possui mais carinho. São iguais vinhas sem uva,  Sentimento de viúva Ou simples gotas de chuva Desfeitas num chapadão;  São casebres desprezados, Corujões amedrontados Ou recrutas isolados Das ordens do batalhão. Meus versos são como escadas Pelos recantos quebradas, São meretrizes magoadas Lembrando o véu virginal; São cidades sem ter luz E cemitérios sem cruz, Ou a lágrima que traduz Um ato sentimental. São como dor que...

Estranho Ser

Os teus olhos de criança amendrontada      Percorrendo os caminhos do viver Serão teu guia para a eternidade Atormentando sempre, o teu frágil ser. Mesmo em forma de um simples feto Já se notava o trauma que trazias Porque a um simples contato do teu pai Dentro do ventre de tua mãe sumiam. O carinho que de fora te faziam Num gesto puro de ofertar amor Recuavas, como a proteger-te Sentindo asco ou talvez pavor. Meses de aflição foram passados Confundindo-se com o desejo de te ver Enfim chegaste, em perfeito estado Como teus pais julgavam merecer. Bonita talvez não fosses tanto Mas as formas perfeitas se notavam E embora te julgassem muito bela Algo estranho aos teus olhos se agitavam. Fostes crescendo, sempre com recusas Das coisas boas que o mundo oferecia E tua infância apesar de livre Te dava tudo menos alegria. Embora vivas com todo o carinho Não possuis traços que deverias ter Modificando todo seu semblante E transformando num estranho ser. Gilzelyne Ayres da Silva

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,  tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas que eu nunca pensei que iriam me decepcionar, mas também já decepcionei alguém. Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, e amigos que eu nunca mais vi. Amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, e quebrei a cara muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo). Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida. E você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é muito para...